
Nickname: Sarah Lin
Local: Fortaleza - CE
Comecei a fazer cosplay no Sana 6, no ano de 2006, em julho. O que me levou a fazer cosplay foi ver as pessoas vestidas dos seus personagens favoritos em um evento que aconteceu no mesmo ano, o TAC.
Quando vi aquilo, perguntei a minha mãe se poderia fazer um também. Nossa situação monetária sempre foi apertada.
Então, fomos fazendo o cosplay com algumas coisas recicláveis: garrafas, papel, papelão, etc. Surgiu meu primeiro cosplay, Sesshoumaru. A peruca, que era o mais difícil, consegui porque pedi dinheiro na vizinhança do prédio. Arrecadamos 58 reais e pudemos comprar a peruca.
Eu usei meu primeiro cosplay no Sana 6. Tive muito medo e vergonha de todas aquelas pessoas pedindo para tirar foto e até mesmo assinar autógrafo, mas a experiência foi legal e interessante. Depois disso, fui fazendo mais cosplays.
O interessante é que quando eu nem pensava em fazer outro, a minha mãe sempre me perguntava: “Então, qual vai ser o do próximo ano?”
Cosplays favoritos
Os cosplays que gosto mais de fazer são Ukitake Jyuushirou (Bleach), Kuchiki Rukia (Bleach), Kuchiki Byakuya (Bleach), Yuna (Final Fantasy X) e Integra Hellsing (Hellsing).
Mangás e animes favoritos
Em questão de anime, os que mais gosto são Basilisk, Trinity Blood, Bleach, Hellsing e Shaman King.
Atividades diárias
Sou estudante e ainda não trabalho. Não como deveria. Eu alugo alguns cosplays que já fiz para outros cosplayers ou iniciantes (será que isso pode ser considerado um trabalho?).
Estudo pelo período da manhã em um colégio perto de casa. Volto e faço as obrigações que tenho de fazer.
O tempo livre que tenho, dedico a mangás de criação própria e desenhos. Vejo anime e fico no computador, leio ou passo o tempo com os amigos que vêm me visitar ou com os que eu tenho no prédio.
Já cheguei a treinar Kenjutsu sem concluir o curso completo, e pretendo voltar.
Influência do cosplay
O cosplay me ajuda em vários pontos.
Um deles é levar a carreira adiante. Posso fazer do cosplay um meio de segurar a vida, fazendo acessórios, alugando as roupas e até mesmo fazendo uma pequena loja. Por fim, investindo naquilo que gosto.
Um outro ponto é a felicidade que isso traz para quem faz. Depois de suar tanto, trabalhar tanto e, finalmente, ver aquele projeto todo feito por você, é bom sentir o orgulho crescendo no peito, por saber que no final tudo deu certo e que ficou lindo.
Processo de montagem
Minha família não tem muito dinheiro. Quem me ajuda mais nessa parte é minha mãe. A maior parte do dinheiro vem do bolso dela. O que ganho não é o suficiente para pagar tudo, mas ajudo naquilo que precisar.
O tempo que gastamos para fazer cada cosplay gira em torno de, no máximo, dois a três meses, se ele for muito complicado.
Os mais simples levam um mês para ficarem prontos. O dinheiro gasto varia de 80 a 200 reais. O mais caro até agora foi o cosplay de Taomon usado na eliminatória WCS 2009, que saiu por 260 reais, contando tudo.
Nós fazemos por partes. Sempre que falta algo, saímos para comprar. Quando falta dinheiro, improvisamos com o que temos em casa.
Maior sonho
O meu maior sonho, infelizmente, não gira em torno dos cosplays.
Mas eles não deixam de ser sonhos (podemos sonhar sempre, certo?). O meu maior sonho é minha vida. Eu me planejo para ela. Passar no vestibular, terminar faculdade, ter um trabalho e viver minha vida com calma.
Não tenho nenhum sonho absurdo, mas se for destacar algum deles, com certeza é visitar o Japão. Quero conhecer mais a cultura, costumes, tudo o que o país possui. Isso, eu posso chamar mais de sede de conhecimento.