Confira a entrevista da dupla que conquistou a seletiva de Brasília

Veja o perfil de BrunoBruno de Castro Maciel RibeiroÉ a quarta vez que você chega à final brasileira do WCS, não é? Qual é a sensação de conquistar a vaga?
Acho que para mim, como cosplayer, não tem nada melhor do que participar da final do WCS. Não tenho palavras para expressar. Só quem já esteve na final sabe como é o sentimento de se classificar para o WCS.
Como foi o preparo das fantasias para a seletiva? Quais foram as partes mais complicadas?
Nossa, muito cansativo. As fantasias até hoje nos rendem um pouco de dor de cabeça, pois ainda não está exatamente da forma que eu quero que esteja. A parte mais complicada foi a arma do Albus, feito com material reciclável. Se não fosse a ajuda do Tiago (amigo nosso de Belo Horizonte), ela não chegaria nem perto do que é hoje.
Como foram os ensaios para a apresentação?
Muito pesados, mas gratificantes. Ensaiar para tentar chegar perto da perfeição planejada é muito difícil. Foram quase dois meses de ensaio, mudanças no roteiro, mudanças na luta, etc. Cada vez que ensaiamos, queremos evoluir cada vez mais, então eu e a Luna nos cobramos muito nos ensaios.
Por que vocês escolheram o game Castlevania: Order of Ecclesia? Desde quando você gosta de games?
Bom, a escolha do Castlevania foi um caso engraçado. Tanto eu como a Gabriela somos muito fãs de games, porém o planejado para o WCS não era inicialmente Castlevania, e sim Ninja Gaiden de DS.
Com as discussões quanto à apresentação, fomos vendo que o Ninja Gaiden podia não se tornar viável como queríamos.
Quando sentei com a Luna para pensar, enquanto ela jogava o Order of Ecclesia, veio a idéia de fazer Castlevania. Dois grandes fãs da série, um jogo muito bem feito, personagens fortes, grande potencial para se criar uma apresentação legal. Não tivemos dúvida.
Por que decidiu, este ano, fazer dupla com a Gabriela? Como ela é como parceira?
Conheci a Gabi ano passado, e ela foi umas das grandes responsáveis por toda produção da apresentação do Nights.
Foi uma dupla que deu certo. Somos muito amigos e conseguimos nos entrosar bem rápido. O nosso grupo de amigos em BH é muito unido, então todos trabalham juntos, mesmo que sejam mais de uma dupla tentando o WCS.
O melhor de ter a Gabi como parceira é que ela é muito esforçada e se cobra muito. Graças a isso, evolui muito rápido e cada vez mais se destaca no palco.
Você participa de seletivas desde 2006. É perceptível, ano após ano, o aumento no nível dos cosplayers?
Sim, é muito perceptível. Eu andei revendo as apresentações das finais brasileiras passadas, e a cada ano, o nível no WCS aumenta muito.
Com certeza o WCS dita as principais evoluções no cenário de cosplay no Brasil. Como o Diemer falou em sua entrevista: “Acho que essa edição marcará história no WCS Brasil, porque é praticamente a elite dos cosplayers brasileiros”. Me sinto muito orgulhoso de poder estar mais uma vez em meio aos melhores do pais.
O que seria para você representar o Brasil no Japão?
Seria a maior honra, pois é uma grande felicidade conseguir se classificar com tanta gente boa, sem falar da grande responsabilidade representar um pais bi-campeão mundial. Eu não tenho medo algum em afirmar que o Brasil tem os melhores cosplayers do mundo, tanto que a final brasiliera, com certeza, deve ser a mais disputada do mundo.
Perfil de Gabriela de Lima BirchalGabriela de Lima BirchalQual foi a sensação de chegar à final brasileira do WCS na penúltima seletiva?
Foi muito bom. Na hora, a ficha custou a cair, mas depois fiquei muito feliz. Não parei de pensar no que poderíamos fazer na final. Fiquei muito empolgada mesmo.
O Anime Yuu e o Kodama foram as primeiras seletivas WCS de que você participa. Como foi a experiência?
Em relação a um concurso normal, é muito diferente participar de uma seletiva de WCS. A seriedade com que é tratado o concuros foi algo que me agradou muito, além do show que todos os participantes preparam.
Uma das coisas que eu mais gostei foi ter conhecido cosplayers de vários lugares diferentes, o clima entre todos. Apesar de sermos concorrentes, é sempre muito bom. Todos se ajudam e se apoiam como amigos e não inimigos.
Como foi o preparo das fantasias para a seletiva? Houve problemas?
Eu e o Bruno já haviámos combinado de participar do WCS desde a final do ano passado. Assim que pudemos, já fomos encaminhando os cosplays.
Em dezembro, a minha fantasia já estava pronta e a do Bruno em 80%. Pelo menos com isso não tivemos problemas. Já a coreografia nos deu um pouco mais de dor de cabeça, pois precisávamos estar muito bem ensaiados, e conciliar faculdade com ensaios é bem apertado. Mas no fim das contas, deu tudo certo.
Como foram os ensaios para a apresentação?
Nós nos reuníamos na casa do Bruno que tem um espaço bem grande para ensaiar e passávamos a tarde inteira tentando acertar a coreografia.
Não vou dizer que foi fácil aprender tudo, porque não foi. Mas temos a vantagem de ambos sermos praticantes de artes marciais, ele de Kung Fu, e eu de Karate e Ninjutsu.
Com um mês de antecedência para as seletivas, já tinhamos boa parte da coreografia pronta e só nos restou pegar o tempo certo de cada coisa. Tivemos muita ajuda de nossos amigos, principalmente da Lélis e do Leandro que também estão classificados para a final, e isso foi de extrema importância, pois eles viam coisas que muitas vezes passam despercebidos.
Como é fazer dupla com o Bruno? Vocês se conhecem de onde?
Eu conheci o Bruno no começo do ano passado. Nos conhecemos devido a um grupo de Final Fantasy IV, do qual a Nathalia Lelis (finalista do Anima Pop) também fez parte.
Acabei ajudando bastante com o cosplay de Nights que eles usaram no WCS ano passado. Fazer dupla com o Bruno é muito bom. Somos muito amigos e acredito que temos o mesmo nível de cobrança um do outro. Ele está sempre disposto a ensaiar. Gosto muito de subri no palco com o Bruno pois ele é um dos meus melhores amigos e sabe lutar comigo como ninguem.
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