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Vencedoras do Rio Anime Club 2009

Carolina Michelli e Tamires Posenato contam as dificuldades e as curiosidades para fazerem cosplay inspirado em Tengen Toppa Gurren Lagann

Veja aqui o perfil de CarolinaCarolina Michelli
Você e a Tamires tentaram vaga no Mercado Mundo Mix antes de irem para o Rio de Janeiro conquistar uma das últimas vagas para a final brasileira do WCS. Por que você buscou tanto essa vaga? Ficou com medo de não conseguir?
Desde que decidimos começar a concorrer no WCS ficou muito bem combinado que daríamos o nosso máximo para sempre estarmos na final. Tínhamos confiança na nossa dupla e na nossa apresentação, que acabou dando totalmente errada durante a Seletiva do Mercado Mundo Mix (que aconteceu em São Paulo dia 3 de maio), principalmente por causa do tamanho do palco (pequeno).

Não estávamos com condições de pagar as passagens para ir para o Rio de Janeiro por isso pedimos ajuda a amigos que nos levaram de carro.

Devo dizer que fomos para a seletiva do Rio de Janeiro com muito medo sim, sabíamos que havia ótimas duplas, mas não sabíamos que teriam oito. Estávamos contando com cinco no máximo. Foi uma grande surpresa quando chegamos lá, mas estávamos tranquilas e tentamos ao máximo aproveitar.

Vocês venceram por 0,5 pontos de diferença. Vencer por tão pouco de diferença é mais emocionante?
Olha, é bastante angustiante na verdade! Vitória é vitória, não importa de quanto é a diferença, mas a Daniela e a Cassiana (dupla que ficou em segundo lugar no Rio Anime Club) são amigas muito queridas. Passamos o dia inteiro com elas. Antes de subirmos no palco fizemos aquele esquema de juntar as mãos e prometemos que de nós quatro, sairiam o primeiro e segundo lugar. Dito e feito!

Produzir o ‘cos’ foi difícil? O que deu mais trabalho? O que foi mais fácil?
Tudo nele foi difícil, desde produzir as mãos de monstro. Pesquisei semanas na Internet e elas acabaram vindo totalmente erradas, até muitos testes com materiais melequentos para chegar no resultado final.

Os dentes serrilhados também, comprei várias próteses que ficaram muito salientes na minha boca, então procurei meios alternativos que acabavam por machucar minha gengiva, até que encontrei um dentista protético que concordou em financiar os dentes. Mas durante a apresentação do Mercado Mundo Mix, eles saíram da minha boca.

Então, deixei eles de lado e estou partindo para outras tentativas. Quanto à roupa, tive que dar uma boa malhada para poder ficar bem nela, afinal é um homem usando um colan. Fora a lente olho de gato que não para de girar, tem a peruca e o cosplay que tive que rasgar inteiro.

Como foram os ensaios para a apresentação?
Muito puxados. Chamamos um amigo nosso professor de muay tai (arte marcial tailandesa) para fazer nossa coreografia de luta, só que ficou difícil demais, então tivemos que adaptar para o que conseguíamos fazer. Fora que a apresentação tem muitos sons sincronizados de tiros e cortes, então foi difícil pegar o ritmo certo.

Qual é a sensação de chegar pela primeira vez à final do WCS 2009 - Etapa JBC Brasil?
Nossa, é gostoso demais! Eu sempre fui coordenadora de campeonatos de cosplay e ficava nos hotéis só observando a bagunça do pessoal, mas sempre tendo de cuidar e zelar por todos, no final, não aproveitava nada e ia embora cansada.

Agora eu sei que vamos nos divertir, rever muita gente amiga de outros estados, e estar em cima daquele palco maravilhoso ao lado de duplas fantásticas fazendo um grande show para o público, amigos e família. Só de falar o sorriso abre de orelha a orelha.

Agora, que praticamente todas as duplas estão definidas, como você avalia o nível dos finalistas brasileiros?
Eu sempre achei as finais brasileiras muito mais emocionantes que as finais no Japão ou outros países. O Brasil é mais caprichoso, é mais criativo, é mais impactante e emocionante, por isso eu olho para cada dupla e tenho o maior respeito por todas, pois elas também idealizaram o sonho e lutaram por ele. O nível este ano continua altíssimo como nos anteriores, e espero que continue assim, com cada vez mais duplas novas aparecendo e encantando.

Chegar à final no Japão é um sonho para você? O quanto você irá se esforçar para conseguir realizá-lo?
É um grande sonho, mas um sonho que não pretendemos realizar ainda este ano. Eu em especial entrei para o WCS por causa de duas grandes amigas, a Petra e a Alessandra. Meu maior objetivo em competir este ano era estar no palco junto com elas, porque ano passado sofri demais em vê-las da platéia.

Estamos realmente torcendo pelas duas, e quero ser uma das primeiras a jogá-las para cima, caso ganhem. A partir do ano que vem iremos investir para realmente ganhar, ainda estamos deixando nossa marca e fazendo nossos nome conhecidos, um dia chegamos lá e quem sabe conseguimos realizar esse sonho.

Veja aqui o perfil de TamiresTamires Fernandes Posenato

Vocês venceram por 0,5 pontos de diferença. Vencer por tão pouco de diferença é mais emocionante?
Na verdade rolou um baita medo. (risos) Vencer foi muito legal, geralmente eu nem ligo muito para a nota, mas, gente, foi meio pontinho! Quanto a emoção, acho que estaríamos emocionadas mesmo se tivéssemos vencido por 0,005 de diferença, afinal, nós vencemos! No final, só nos ensinou a continuar com o trabalho duro, para conseguir cada vez mais honrar cada 0,5 pontinho de diferença que nos afastar das outras duplas.

Produzir o ‘cos’ foi difícil? Para você, o que deu mais trabalho? O que foi mais fácil?
Eu diria que foi “médio”. Não tive dificuldades gritantes, mas também não foi simplesmente comprar o pano e fim. O mais trabalhoso foram os desenhos das costas e dos braços. O meu namorado ajudou muito nessa parte. Ele foi a pessoa que conseguiu desenhar do jeito certo, enquanto a gente só estava tentando ver como ia fazer com o tamanho.

Como você conseguiu conciliar sua rotina pessoal e os ensaios?
Foi bem difícil. Na época eu ainda trabalhava nos finais de semana, então a gente podia ensaiar uma vez por semanas ou 1 vez a cada 15 dias, o que fazia com que a gente esquecesse um pouco a coreografia e acabasse errando muito.

Com o adiamento do Mercado Mundo Mix conseguimos ensaiar mais umas duas ou três vezes, porém nunca ensaiamos com a roupa no corpo, por isso aconteceram tantos erros na nossa primeira apresentação.

Mas quando fomos para o Rio Anime Clubo, a nós nem ensaiamos. Fizemos as malas e fomos. Essa foi a parte mais fácil.

Em seu perfil, você disse que o seu cosplay favorito foi Yoko de Tengen. Por que essa fantasia tem tanto significado para você?
A Yoko para mim tem o maior significado dentre todos os meus cosplays, porque ela reflete muito da minha personalidade. No anime, ela passou por muitas coisas que eu já passei na vida real (claro que sem os robôs gigantes, metralhadoras loucas e homens-fera). É uma mulher forte, que luta pelos seus ideais e mesmo assim leva a vida de um jeito peculiar.

Na confecção da primeira roupa, eu tive muita ajuda de muitos amigos queridos, que hoje em dia continuam sendo mais queridos ainda e sempre que podem estão comigo. Todos eles fizeram com que meu amor pela personagem aumentasse ainda mais. Tem gente que até hoje, quando assiste o anime, fala que lembrou de mim por causa da Yoko.

O anime Gurren Lagann tem uma filosofia muito bonita, que eu traduzo como: acredite em seus sonhos, batalhe por ele, aceite ajuda dos seus amigos, lute pelos seus amigos, transforme-os em seus companheiros, faça seus inimigos verem que você é capaz e por fim, acredite em você mesmo, assim você alcança o seu ideal.

Qual a sensação de chegar à final brasileira?
Uma sensação indescritível. Quando eu desci do palco do Rio Anime Club eu chorei tanto, mas tanto. Quando anunciaram nossos nomes, eu simplesmente abracei a Carol e abri o berreiro, chorei tudo que faltava chorar e nós pulamos muito e nos agradecemos. Quando nossos amigos chegaram perto e nos abraçaram também, nossa, foi muito bom! Digo e repito: foi a melhor sensação que já experimentei até hoje. Espero passar por ela mais vezes.

Veja também:
:: Carolina e Tamires treinam kung fu para apresentação
:: Confira os participantes do Rio Anime Club
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