Confira a entrevista com os finalistas da etapa de Londrina, que em 2006 foram campeões mundiais do WCS

Veja aqui o perfil de MaurícioMaurício Somenzari Leite Olivas
Tendo a experiência de ser campeão mundial do WCS, ainda é uma emoção se classificar para a final nacional?
Ah, sempre é emocionante! Eu adoro me apresentar, é uma das coisas mais legais do cosplay, na minha opinião. O WCS sempre terá um significado muito grande para mim. Logo, estar na final novamente, é motivo de grande alegria.
Antes do Anime Yuu, vocês tentaram a classificação no Anime Center Verão, mas conquistaram o segundo lugar. Em algum momento, chegou a pensar que não iria à final este ano?
Sim, em alguns momentos, pensei que este ano não conseguiria estar na final. Minha irmã se desmotiva com certa facilidade, mas estava decidido à animá-la e motivá-la a todo custo.
Com a ajuda de algumas amigas, consegui. Era algo que queríamos muito e por mim teríamos ido para Goiânia tentar a vaga. Mas preferi aguardar o momento certo, tanto o Anime Center, quanto o Anime Yuu me pareceram propícios.
Você e sua irmã, a Mônica, optaram por interpretar personagens que, na ficção, também são irmãos. Vocês acharam que seria divertido fazer esses papéis? Por que a escolha dos cosplays?
Na verdade foi uma coincidência, que acabou meio que virando uma “tendência”, pois em nossas participações anteriores no concurso. Mas acreditem ou não, é coincidência mesmo. Eu sugeri de fazermos Le Chevalier d’Eon, porque há mais ou menos um ano, estou adorando este anime.
Tínhamos cogitado alguns outros títulos como Rayearth, Vampire Hunter D e Dynasty Warriors, mas a apresentação de Chevalier nos pareceu mais interessante.
Por que, este ano, você voltou a fazer dupla com a Mônica? Como é trabalhar com ela?
É minha irmã, não tenho o que reclamar dela. Tirando apenas o fato de que quando ela acorda de mau humor, e tem ensaio, corro o risco de ficar banguela (risos). A Mônica é a melhor companhia que eu já tive, para tudo na vida. Não me imagino indo tão longe sem o apoio e a companhia dela.
Como foi o preparo das fantasias? Houve alguma dificuldade maior?
Comecei a fazer os cosplays de Chevalier há mais de um ano. Fiquei realmente apaixonado pela série e pelo personagem, e decidi fazer o cosplay sem pressa, com calma e tranquilidade. Mesmo assim tive dificuldade no acabamento do vestido da Mônica.
Tive de mandar para a costureira fazer duas penses nas costas e ela acabou complicando ainda mais as coisas, pois desfez algumas coisas que eu tinha feito, sem que eu pedisse. Depois disso, a mulher ainda recosturou de modo insatisfatório. Mas de resto tudo bem, não foram cosplays muito difíceis.
Como foram os ensaios para a apresentação?
Bem, este é um ponto delicado para mim, sou meio frenético com ensaio e se deixar, eu não paro de mexer na trilha sonora e psicografar movimentos novos praticamente até a última semana, e como a cena era totalmente coordenada com a trilha sonora, acabei ficando mais nervoso do que deveria.
Desta vez não tivemos como ensaiar em um local muito grande, afastamos alguns móveis e ensaiamos na sala de casa mesmo. Mas tudo correu bem, conseguimos ensaiar direitinho, tínhamos pleno domínio da coreografia, apesar de termos ficado um pouco afobados no palco do Anime Yuu, mas isso ocorreu pois o retorno do palco estava um pouco ruim.
O que achou do Anime Yuu, evento de Londrina?
Nossa foi muito divertido. O lugar era bem legal, palco e camarins também; os staffs eram muito simpáticos, assim como o público - bastante educado e receptivo.
Quais são suas expectativas para a final em São Paulo? Vocês mudarão alguma coisa?
Espero fazer valer a vaga. Estou muito animado mesmo. Vamos fazer algo que nunca fizemos antes, serão materiais diferentes a se trabalhar, técnicas novas que aprendi e agora colocarei em prática, tanto na confecção dos cosplays, quanto na apresentação.
Posso adiantar que é de um game que sou muito fã desde que tinha 13 anos de idade. Cresci admirando os personagens desse jogo. É o que basta para me dar o gás necessário para fazer o melhor que puder.
Como você vê a ideia de vencer a final nacional e voltar ao Japão para representar o Brasil?
Assim como em 2006, penso que é um sonho distante, mas que é possível ser atingido. Sou realista, a final brasileira é sempre tão, ou mais, concorrida quanto a japonesa. Só para ter uma idéia, temos duas duplas campeãs mundiais concorrendo entre si.
Coisa que em nenhum outro país acontece, mas sinceramente acredito que vai vencer quem der o melhor de si, mantendo o espírito esportivo e acima de tudo, tendo em mente que é tudo parte de um hobby.
Veja aqui o perfil de MônicaMônica Somenzari Leite Olivas
Tendo a experiência de ser campeã mundial do WCS, ainda é uma emoção se classificar para a final nacional?
Sempre é emocionante, principalmente porque a final aqui às vezes é mais difícil que a final lá no Japão. Especialmente para o meu irmão que é um “manteigão” e chora até se ganhar no bingo.
Antes do Anime Yuu, vocês tentaram a classificação no Anime Center Verão, mas conquistaram o segundo lugar. Em algum momento, chegou a pensar que não iria à final este ano?
Pensar que a gente não ia para a final, não. Afinal nós estávamos na seletiva online, daí era para se matar de votar. Eu pensava em não tentar em outra seletiva, porque eu estava de babaquice mesmo. Por isso, agradeço a Mariana (Plu), Bruna, Ariana e ao meu irmão que me “infernizaram” para tentar de novo.
Você e seu irmão Maurício optaram por interpretar personagens que, na ficção, também são irmãos. Vocês acharam que seria divertido fazer esses papéis? Por que a escolha dos cosplays?
É divertido e coincidentemente tanto em Angel Sanctuary, que usamos em 2006, Trinity Blood, que usamos em 2007, como em Le Chevalier D’Eon, os irmãos tinham as mesmas características físicas que nós dois. Dessa maneira, os cosplays e a apresentação ficam mais legais.
Por incrível que pareça escolher personagens que são irmãos é coincidência, pois nós sempre pensamos em muitas outras coisas, mas acabamos fazendo irmãos. Por isso não se surpreendam se aparecermos de Paola e Paulina da Usurpadora (novela de TV). Se nada der certo a gente apela para o choque.
Por que, este ano, você voltou a fazer dupla com o Maurício? Como é trabalhar com ele?
Não só porque ele é meu irmão, mas também porque nós temos mais ligação um com o outro. É divertido ensaiar com ele, mesmo quando ele grita da sala para gente ir ensaiar e eu saio do quarto chutando a porta com o maior bico (risos). Mas é legal. Ele está sempre frenético e eu sempre estou de bico. No final, as coisas sempre fluem e saem da melhor maneira possível.
Como foi o preparo das fantasias? Houve alguma dificuldade maior?
Como as fantasias foram feitas pelo meu irmão, nós tivemos que mandar a costureira fazer alguns ajustes. Acontece que a mulher acabou se confundindo toda e com isso tivemos que fazer três vezes mais reparos do que o necessário.
Como foram os ensaios para a apresentação?
Os ensaios foram engraçados e custaram um pedaço do teto de gesso da nossa sala. É que na hora da luta com as espadas quase sempre raspava no teto. Meu pai não gosto muito mais no final até que ficou artístico o teto.
Quais são suas expectativas para a final em São Paulo? Vocês mudarão alguma coisa?
Sim, a começar pelo cosplay vamos fazer outro para a final. E faremos algo bem diferente do que já fizemos até agora.
Como você vê a ideia de vencer a final nacional e voltar ao Japão para representar o Brasil?
Seria o máximo! Sempre é emocionante representar o Brasil em algum país ainda mais no Japão e seria bem legal nós sermos bicampeões e o Brasil tricampeão.
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