Confira a entrevista com a dupla vencedora da etapa do WCS no Rio de Janeiro

Veja aqui o perfil de Ariana Ariana Caiado da Rocha
Como foi participar de uma das etapas mais esperadas do ano, já que o Rio de Janeiro tem a tradição de revelar duplas de alto nível, como Gabriel e Jéssica, os atuais campeões mundiais do WCS, e Marcelo e Thaís do WCS Brasil em 2007?
Isso é bastante empolgante e faz com que a gente dê o nosso máximo para fazer algo muito bom para a final. A seletiva me deixou um pouco nervosa exatamente por ser uma das mais esperadas.
E agora que passou o nervosismo, como é a sensação de chegar à final do WCS?
Ah, que alívio! Pela primeira vez nós conseguimos a vaga na primeira seletiva que tentamos. O pior é que não dá para dizer nem que agora podemos relaxar, porque temos que trabalhar intensamente em nosso projeto. Estamos ansiosas com essa final.
No dia da apresentação você entrou confiante? O que achou de seu desempenho?
Bom, essa apresentação já anda um pouco sozinha. Nós vencemos um outro concurso com ela, que na verdade era só um “teste” para ver se funcionava bem, mas no final das contas esse “teste” tomou proporções que a gente nunca ia imaginar.
Nós ensaiamos bastante, mas mesmo assim, quando entramos no palco eu tremia muito. Ainda assim, acho que a apresentação saiu do jeito que tínhamos planejado.
Por que você resolveu fazer cosplay de Carta The Light?
Nós sempre procuramos coisas diferentes para fazer. A idéia surgiu quando estávamos procurando idéias em alguns artbooks lá em casa, quando pegamos o livro das Cartas Clow.
Passou pela sua cabeça apresentar outro personagem?
Antes de acharmos as cartas, tínhamos várias idéias na cabeça, mas quando a idéia das cartas surgiu não largamos e nos dedicamos a elas.
Como foi o preparo das fantasias? Quanto tempo demorou para fazer?
Nossa, demorou um bocado. A confecção das roupas demorou bem mais do que esperado, pois não conseguíamos deixar as golas em pé de jeito nenhum, e isso adiou os cosplays que originalmente íamos usar na final do ano passado.
Com o problema das golas resolvido faltava as estruturas das cartas, geralmente fazemos estruturas de alumínio, mas dessa vez ficaria um pouco inviável. Aí corremos atrás de alguma coisa para montar as estruturas, que fosse fácil de transportar.
No final, acabou que usamos uma estante de metal, que serviu perfeitamente! Só dá um trabalho horroroso para montar!
Desde quando vocês estavam ensaiando a apresentação? Era difícil conciliar com a rotina normal de cada uma?
É sempre complicado quando estamos em época de ensaio. Ainda mais porque nossos horários geralmente não batem muito, por isso usamos a noite e a madrugada para ensaiar, mas todo o esforço valeu a pena.
Agora, quais são suas expectativas para a final nacional?
Estou bastante ansiosa para a final, acho que todas as duplas classificadas devem estar dando seu melhor.
Essa idéia de representar o Brasil em uma disputa internacional como o WCs é algo que te atrai? Por que?
Caramba! Fico com frio na barriga só de pensar na possibilidade, afinal você está representando seu país, e tem a obrigação de dar seu máximo e fazer bonito.
Como você consegue conciliar seu dia-a-dia com a montagem do cosplay?
Bom, a gente recebe uma ajuda de vez em quando. Meu pai também se empolga bastante e gosta de nos ajudar a montar os cosplays, mas geralmente usamos os fins de semana. Felizmente nenhum vizinho nunca reclamou da lixadeira ou da tico-tico!
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Como foi participar de uma das etapas mais esperadas do ano?
Foi ótimo! Na verdade estávamos morrendo de medo dessa etapa porque a última que enfrentamos no Rio de Janeiro, ano passado, foi super-concorrida e ainda, esperávamos todos os cosplayers do Rio lá.
Além disso, sabíamos também que o Maurício e a Monica (se refere a Monica e Maurício Somenzari Leite Olivas que ficaram em segundo lugar no Anime Center Verão 2009), iriam… então imagina o medo, né?!
Como é a sensação de chegar à final do WCS?
Esse foi o melhor presente de aniversário que já tive. Essa é a 3ª vez que a gente chega lá. Está cada vez mais emocionante. Dessa vez foi ainda mais porque a gente nunca havia levado nada de primeira.
Você entrou confiante? O que achou de seu desempenho?
Entrei nada. Fico super-nervosa. Roí as unhas. Já havíamos usado as cartas e confiavamos na apresentação em si, mas como eu disse a gente nunca sabe o que pode acontecer lá no palco.
Mas por caridade do destino (risos) essa foi a apresentação mais sincronizada que já fizemos. Deu tudo certo e agradeço muito a Ari por isso.
Como você conheceu a Ariana?
Essa é a história mais maluca da minha vida. A gente se conheceu no metrô em São Paulo, voltando do AnimeCon, em 2006. Estava ela e o namorado dela, eu e meu amigo. Eles entraram falando de Vitória e eu só ouvi. Aí decidimos falar com eles e descobrimos que éramos do mesmo estado.
Uns meses depois, aquela maluca deixou um recado no meu Orkut me chamando para fazer cosplay de Clover para o Animinas. Eu falei que sim, mesmo sem saber quem ela era, mas na verdade não sabia dos planos malignos que ela tinha para tentar o WCS (risos).
Por que você resolveu fazer cosplay de Carta The Dark?
Era um cosplay para ser usado na final do ano passado, porém as roupas não ficaram prontas e ainda não sabiamos como fazer as cartas. Depois, nosso desempenho na final brasileira do WCS não foi tão como a gente queria.
Ficamos em 14° lugar e isso pesou. Resolvemos tentar fazer as cartas de novo. E corremos atrás. Era uma questão de honra sabe? Fizemos tudo e usamos na seletiva de outro concurso, deu tão certo que ganhamos a final que ocorreu na Venezuela. Bom, vamos para a seletiva do WCS, então!
Passou pela sua cabeça apresentar outro personagem?
Sim. Pensamos em milhões de personagens antes.
Como foi o preparo das fantasias? Quanto tempo demorou para fazer?
Mais de um ano. Como eu disse, elas estavam na costureira desde novembro de 2007. Nem nós e nem a costureira conseguimos conceber a gola das roupas.
Estava tudo lá, guardado em um saco. Depois do WCS 2008, resolvemos tirá-las de lá e tentar de novo. As cartas foram outra questão. Como fazer? Tentamos achar papelão em lojas de eletrodomésticos, mas não ia dar certo, e nem achamos, porque hoje em dia as geladeiras não vêm em caixas.
Descobri isso ao procurar papelão para as cartas. Decidimos, então, fazer de estante. Sim, sim, é uma estante.
Agora, quais são suas expectativas para a final nacional?
São as melhores possíveis! É sempre ótimo conhecer as duplas e rever outras. Além disso, confio que todos irão dar um show lá na final!
Essa idéia de representar o Brasil em uma disputa internacional como o WCS é algo que te atrai? Por que?
Claro. É muito emocionante. O WCS tem alcance mundial e é um orgulho só. O fato de ir para a final brasileira já é uma conquista e tanto. Ir para a final mundial é meio o alvo de Pinky e Cérebro: “vamos dominar o mundo”.
Como você concilia seu dia-a-dia com a montagem do cosplay?
Sempre dou um jeito, geralmente faço tudo à noite. Trabalho e agora estou escrevendo monografia, então, fico lá lixando e pintando antes de dormir.
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