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Finalistas

Vencedores do AnimaPop

Confira a entrevista com os campeões da seletiva AnimaPop do WCS, em Goiânia (GO)

Anima Pop

Anima PopVeja aqui o perfil de NathaliaNathalia Lelis Thome de Moura
É a quarta vez consecutiva que você chega à final do WCS. Você já se acostumou ou é sempre uma emoção nova?
Nossa, já é a quarta? Passa tudo tão rápido que as vezes nem percebo (risos). Nunca me acostumarei com a vitória, pois cada vez é diferente. Toda eliminatória é sofrida, com muito trabalho e dedicação, então quando você vence, sempre é uma emoção nova.
Lembro de todas as eliminatórias e como foi extremamente diferente vencer cada uma delas. Você coloca tudo de si em uma performance e em um cosplay e receber uma vitória. É maravilhoso, indescritível.
Chegar à final este ano representa muito para mim. Se estou lá há 4 anos é porque é uma coisa que quero muito. Representar meu estado (Minas Gerais), principalmente quando ele não tem eliminatórias há dois anos, é ainda mais importante. Todo ano, eu me sinto realizada se consigo representar bem meu estado, mas, obviamente, meu sonhor maior é ganhar a final.

De onde você conhece o Leandro? Como foi seu contato com ele?
Eu e o Leandro somos grandes amigos há algum tempo. Conheci-o em um evento de anime aqui em Belo Horizonte mesmo. Nos identificamos muito rápido porque, como ele mesmo disse, temos muitos gostos parecidos e uma ótima sintonia.
Todo ano, eu troco de dupla porque acho importante. É uma grande experiência você ter de trabalhar com uma pessoa que não está acostumada, superar problemas, encontrar o ponto de sintonia. Já tentei com o Bruno e a Rachel e agora com o Leo.
Todos somos do mesmo grupo de amigos, o que torna essa “troca”; mais fácil. Este ano, o Bruno irá com a Gabriela, e provavelmente voltarei a fazer dupla com o Bruno, com o Leo e com a Gabriela algum dia.
Trabalhar com o Leo foi ótimo. Ele é muito determinado, esforçado e criativo. Foi muito bacana o processo de criação de nossa apresentação, porque ele é músico, então, a escolha das músicas ficou por conta dele. E gostei bastante do resultado final, já que interpretamos um ato de ópera.

O que achou do evento e do nível dos participantes no AnimaPop?
O evento é bem diferente dos eventos mineiros. Lá não é tão focado em cosplay como é aqui. Gostei muito, principalmente do palco. Coisa de profissional! Nunca vi um palco tão grande e tão bem posicionado, cheio dos aparatos (risos). O evento em si era pequeno, mas achei bem organizado, com um espaço legal para os estandes e salas para cosplay com ar condicionado.
O nível dos participantes estava bom. Gostei bastante da apresentação de Full Metal Alchemist e a de Final Fantasy. Mas o melhor foi conversar com a maioria dos participantes e até fazer amizades com alguns.
O pessoal de Goiânia foi super receptivo, em especial o Thiago Mayuri. Ele foi nosso guia na cidade (já que nunca tínhamos ido lá) e nosso anjo, porque o Leo tinha esquecido a bota do Serge no hotel, e ele foi lá, gentilmente buscar para ele. Gostaria de deixar esse agradecimento público.

Por que escolheu o jogo Chrono Cross e a personagem Irenes?
Eu sou uma aficionada por videogames. Percebe-se pela minhas imensa quantidade de cosplays de games e quase nada de animes. Todas as três finais de que participei foram com cosplays de games.
Chrono Cross é o meu RPG favorito, de longe. Ele tem um significado emocional muito grande para mim, e a Irenes é a minha personagem feminina favorita do jogo. Fazê-la foi maravilhoso, mesmo dando MUITO trabalho.
Ela era um dos meus sonhos de cosplay, então nem preciso dizer o quanto ela significa para mim. E bolar uma apresentação de WCS com ela foi mais incrível ainda. Eu adoro apresentar, estar no palco. Amo teatro e cantar, e unir tudo isso na Irenes… foi mágico.

Como foi a preparação dos cosplays?
Eu já tinha a Irenes pronta desde Outubro. Gastei 3 semanas de trabalho integral (entenda-se todas as minhas noites até finais de semana) e suado para que ela ficasse pronta.
Tive ajuda de muitos amigos (o Bruno e a Gabriela principalmente) para segurar o pano na hora de cortar, para ajudar a selar o EVA, para me servirem de molde (risos).
Mas a pior parte foi fazer a armadura e costurar as barbatanas (principalmente a barbatana das costas). Tive muitos problemas com a armadura pois a fiz de EVA e os detalhes de biscuit. Nunca tinha usado biscuit e como o clima de Belo Horizonte varia muito, o biscuit se comportou de uma maneira muito esquisita, encolheu e se encheu de ranhuras.
Tive de lixar com muita paciência e remodelar a armadura com arame, isso atrasou muito o progresso do cosplay. Não ficou exatamente como eu queria, mas eu estou bem satisfeita com o resultado. Infelizmente, a peça mais bonita do meu cosplay (que considero ser a coroa) quebrou durante as longas 15 horas de viagem na ida e não pude usá-la.

Como foi a rotina de ensaios e preparação para a apresentação?
O Leo é uma pessoa muito ocupada, e ficou ainda mais nas semanas anteriores ao AnimaPop, devido a um emprego que ele pegou para poder bancar a viagem para Goiânia.
Ensaiar mesmo, só no sábado do evento, aqui na minha casa. Passamos a tarde ensaiando e fomos correndo pegar o ônibus. Durante a viagem, levei um mp3 e ficamos escutando as falas, pois já que seriam dubladas tínhamos que sincronizar muito bem com a gravação.

Nem sei quantas vezes ouvimos o áudio e fizemos caras e bocas no ônibus para escolher boas expressões para a apresentação. Mas eram 15 horas de viagem, tempo suficiente para ensaiar bastante (risos).

Quais são suas expectativas para a final nacional?
Não iremos mais usar Chrono Cross e sim algo que queríamos fazer há muito tempo, antes mesmo de pensarmos quando tentaríamos uma vaga. Temos a apresentação bolada, falta apenas refinar para ver o que realmente vai funcionar no palco.
Espero uma reação positiva do público, pois ela contará com muitos elementos que as pessoas gostam e alguns que considero bem originais. Vamos tentar supreender.
Este ano, pela primeira vez, eu consegui me classificar com bastante tempo para a final. Sempre eu e a minha dupla pegávamos uma das últimas vagas, o que nunca deixava tempo para mudar muito a performance e muito menos os cosplays. Este tempo será de muita importância.

O que você acha da idéia de representar o Brasil em uma disputa internacional como o WCS?
Adoro, adoro a idéia. É sempre uma honra representar o próprio país, seja em qualquer tipo de competição. E representá-lo em uma competição mundial de um dos meus hobbies favoritos é ainda mais atraente. O WCS tem um intercâmbio muito bacana de várias culturas, e com certeza deve ser uma experiência única, com um aprendizado muito grande (não só relacionado a cosplay, mas trocas culturais são sempre muito interessantes). Espero conseguir este ano representar meu país. Tenho certeza que batalhar para isso, eu e o Leo vamos, e muito.

Anima PopVeja aqui o perfil de LeandroLeandro Cardoso Jácome
É a primeira vez que você participa de uma seletiva do WCS? Como foi conquistar a vaga?
Não. Também havia tentado uma vaga no AniMinas para o WCS 2007, porém sem sucesso. Conquistar a vaga foi maravilhoso, a correria e penúrias que passei por essas últimas semanas valeram a pena. Sinto-me extremamente honrado de estar na final brasileira representando meu estado, Minas Gerais.

Como foi fazer dupla com a Lélis, que já foi outras três vezes finalista no WCS etapa Brasil?
A Lélis é uma pessoa com a qual sempre me identifiquei, uma de minhas melhores amigas. Temos gostos parecidos, nos damos muito bem, sempre nos complementamos. Um sempre dá suporte ao outro quando está em dificuldade. E temos uma sintonia muito boa, isso foi de crucial importância na seletiva do AnimaPop, onde tivemos de nos adaptar a várias intempéries.

O que achou do evento e do nível dos participantes no AnimaPop?
Achei o evento maravilhoso. Estandes bem organizados, palco enorme, staffs bem educados, salas com boa infra-estrutura. Se diferencia bem dos eventos que temos em Belo Horizonte. O evento de Goiânia não é tão focado no cosplay como aqui. Possui várias outras atividades de qualidade. Mas o que mais me marcou na cidade foi a simpatia do público, todos os goianos são extremamente simpáticos e educados. Foi um evento em que fiz vários amigos e que certamente frequentarei sempre que puder.

Por que escolheu o jogo Chrono Cross e o personagem Serge? Você gosta de videogames?
AMO! Desde criança. Tanto que dos meus 19 cosplays, 15 são dedicados aos games. As músicas de games são tema da minha monografia da faculdade, e faço uma grande divulgação em nome dos games sempre que posso.
A escolha do Serge foi feita de última hora, assim como a decisão de irmos para o AnimaPop. Eu e a Lélis já tínhamos decido fazer Odin Sphere, The Legend of Mana, Breath of Fire e Final Fantasy VIII, sempre com imprevistos que nos impossibilitaram; desde alto custo, impossibilidade de transportar cenários a Goiânia até acidentes (Lélis torceu a mão e ficou impedida por semanas de confeccionar qualquer coisa).

Até poucos dias atrás, estava decidido que não iríamos a Goiânia, por vários motivos. Mas alguma coisa fervilhava em mim, e não me deixava pensar em outra coisa senão achar alguma solução para que pudéssemos ao menos tentar a vaga, por mais que Lélis relutasse em dizer que não era sensato tentar vaga faltando tão pouco tempo.

Como foi a preparação das fantasias?
Lélis já possuia a Irenes desde outubro; já o Serge foi feito em apenas dois dias, ou melhor, duas noites; as únicas que tinha disponível na semana pré-Anima Pop.
Sinto uma imensa angústia de ele ter ficado ruim, detestei o resultado final, mas foi o melhor que consegui fazer em duas noites, em uma semana em que trabalhava triplicado.
É um personagem que adoro e que certamente o farei novamente, dessa vez em uma versão bem mais aprimorada.

Como foi a rotina de ensaios e preparação para a apresentação de vocês?
Gravamos o áudio da apresentação na segunda, e só tivemos tempo de nos encontrar no sábado de nossa viagem. Ensaiamos uma única vez. O evento em cima da hora e minha falta de tempo foram fatores negativos, mas creio que nossa sintonia contrabalançou.

Vocês mudarão algo na apresentação para a final nacional?
Com toda certeza! Já tínhamos decidido o que fazer na final, bem antes da seletiva. Agora na final nacional, teremos tempo de preparar tudo o que verdadeiramente queremos da maneira que queremos, ter esse tempo para preparar tudo com calma. Considero uma enorme e bem-vinda vantagem.

O que você acha da idéia de representar o Brasil em uma disputa internacional como o WCS?
Maravilhoso! Caso consiga chegar até lá, honrarei meu país, honrarei meu estado, honrarei meus amigos e a todos que confiaram, ajudaram e acreditaram em nós para chegar até aqui. Já é uma enorme vitória pra mim ter me superado como nunca fiz antes e ter chegado até aqui, e farei o que for preciso para chegar mais longe.

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