Alessandra Fernandes e Petra Leão campeãs da etapa WCS Brasil no Mundo Mix

Alessandra Fernandes
Idade
24 anos
Quando e como você começou a fazer cosplay?
Comecei no final de 1999. Sempre gostei de fantasias e figurinos, e também de animes e games. Foi natural me identificar imediatamente quando conheci o hobby.
Qual foi seu cosplay favorito?
Quase todos são de alguma forma muito especiais. Mas minha personagem favorita de todos os tempos é a Oscar, de Rosa de Versalhes, e o resultado final do cosplay me deixou muito satisfeita. A Princesa Léia de Star Wars Episódio IV também é um do qual eu tenho muito orgulho.
Você tem um mangá ou anime favorito?
Rosa de Versalhes, claro. Seguido de perto de Captain Harlock! A pirate’s life for me! Arr!
O cosplay mudou a sua vida pessoal? De que forma?
Cosplay sempre fez parte da minha vida pessoal, porque foi através de hobby que eu conheci a maior parte dos meus amigos. Mesmo em atividades que não envolvam cosplay, quase sempre meus amigos são do meio.
Geralmente, como é o processo de montagem dos seus cosplays? Vocês gastam muito tempo? E dinheiro?
Começa, obviamente, com a escolha da série e dos perspnagens. Sempre procuramos fazer ago que gostemos e que de certa forma se encaixem no nosso perfil. Logo em seguida pensamos na performance, nas possibiidades cênicas, se é algo que vai ficar interessante no palco. Aí pensamos nas dificuldades técnicas e no que é viável fazer. Só então é que começamos de fato a fazer os cosplays, e é aí que se consome tempo e dinheiro (bastante dos dois). Sempre escolhemos os materiais, tecidos e referências antes de levar pra uma costureira de confiança. Acompanhamos todo o processo de perto. Procuramos fazer a maior parte dos acessórios e pedir ajuda de amigos próximos. Em paralelo vamos ensaiando a performance. Agora que moramos perto (acabei de me mudar para São Paulo, antes eu morava no Rio), ficou mais fácil ensaiar. Apesar que nossas rotinas estão nos mantendo ocupadíssimas e estamos nos desdobrando na correria.
Qual foi a parte ou peça de roupa mais difícil que você já tentou fazer?
Acho que foi o cosplay de Siren, de Final Fantasy VIII. Foi o mais trabalhoso pra mim, pois 99% foi manufatura minha mesmo. A roupa é toda feita de penas e armações de arame que foram modeladas, cortadas e escolhidas por mim uma a uma antes de colar. Um trabalhão! Também foi bem trabalhosa a Lady Oscar, em que todo o brocado dourado foi feito à mão (por mim também), pois não encontrei um tecido com um padrão que me agradasse.
Qual é o seu maior sonho?
Trabalho estável e bem remunerado para poder curtir meus hobbies e amigos sem preocupações. Quem sabe, trabalhar com teatro um dia. Eventualmente constituir uma família e poder viajar pelo mundo.
Quais são as suas expectativas para a final em São Paulo? Acreditam que têm chances?
Acho que vai ser uma final bem mais eclética que nos anos anteriores. Os participantes perceberam que não existem “fórmulas” pra vencer, e cada um vai dar o melhor de si, dentro daquilo que sabe fazer melhor. Teremos muita diversidade e acho que vai agradar todo mundo. É claro que todos têm chances, mas acho que algumas duplas são mais favoritas esse ano, pois já mostraram a que vieram nas seletivas. Ainda assim, acho que muita gente pode e vai surpreender!
Petra Leão
Idade
28
Quando e como você começou a fazer cosplay?
Eu sempre gostei de fantasias, desde criança, e quando li sobre cosplay em revistas de anime e mangá, sabia que era o hobby certo pra mim. Em 1997 ocorreu a primeira convenção de animes em mangás do Brasil, o MangáCon, e então decidi que tinha que ir de cosplay! Assim, fiz meu primeiro cosplay, o Yusuke Urameshi de Yu Yu Hakusho.
Qual foi seu cosplay favorito?
Tiveram vários, mas arrisco dizer que foi a Julia, de Cowboy Bebop, por ser meu anime preferido.
Você tem um mangá ou anime favorito?
Tenho vários, principalmente dos mais antigos, mas acho que Cowboy Bebop vem em 1º lugar.
O cosplay mudou a sua vida pessoal? De que forma?
Com toda a certeza. Através do cosplay, conheci muitos outros fãs de quadrinhos e animação como eu, e consolidei grandes amizades – tanto que minha melhor amiga, a Alessandra, eu conheci por causa do hobby.
Geralmente, como é o processo de montagem dos seus cosplays? Vocês gastam muito tempo? E dinheiro?
Inevitavelmente gastamos uma boa parte de ambos. Ao fazer um cosplay, seja sozinha ou em dupla, gasto muito tempo procurando tecidos, ensaiando, fazendo os acessórios que conseguimos fazer. Quanto ao dinheiro, ele é proporcional ao cosplay… eu não gosto de economizar quando faço um figurino, por isso mesmo só me proponho a fazer cosplays que demandam mais gastos quando sei que posso dispôr desse dinheiro. No entanto, tenho vários cosplays que saíram baratíssimos e são ótimos, divertidos de usar e rendem boas apresentações, como o Ruffy de One Piece.
Qual foi a parte ou peça de roupa mais difícil que você já tentou fazer?
Arrisco dizer que foram o cosplay da Queen Emeraldas (de Captain Harlock) e da Faye Valentine (de Cowboy Bebop). No caso da Emeraldas, eram muitas peças de roupa, peruca, uma capa complicadíssima e armas desproporcionais, que tinham que ficar todas em cima do corpo sempre com uma aparência impecável! No caso da Faye, suei pra achar o tecido da cor e textura certa pra roupa, e a peruca ainda precisa ser melhorada.
Qual é o seu maior sonho?
Acho que tenho muitas metas, é difícil definir uma como o “maior sonho”. Acredito que seja me consolidar como uma boa profissional dentro de áreas em que já atuo (redação e roteiro para quadrinhos) e me profissionalizar em outras (como em teatro). No tocante à cosplay, atualmente, seria um dia representar o Brasil no WCS e poder publicar um livro a respeito do hobby.
Quais são as suas expectativas para a final em São Paulo? Acreditam que têm chances?
A cada dia que passa os cosplayers estão mais imprevisíveis e criativos. Com isso, acredito que teremos candidatos muito fortes numa final que promete ter de tudo para todos os gostos. Nós estamos fazendo nossa parte, nos esforçando muito para preparar algo que seja marcante e, espero, emocionante. Vai ser uma final difícil, mas que vença o melhor e que este tenha toda sorte do mundo ao representar o Brasil no Japão, pois é isso que conta!
:: A 4ª dupla da eliminatória do WCS 2008 Etapa JBC - Brasil
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:: Os participantes da seletiva do Mercado Mundo Mix