São dez especialistas em cultura japonesa para decidir os melhores cosplayers do Brasil, que representarão o país na final japonesa
Conheça os jurados da Etapa JBC Brasil e sua expectativa com relação ao evento que acontece neste sábado 9 em São Paulo, na Casa das Caldeiras.
Atsuko Yamakawa
Entrou na TV Aichi em 1999, passou pelo departamento de publicidade e depois para o setor de eventos, cuidando de concertos e eventos da Sanrio, empresa que detém os direitos da gatinha Hello Kitty, por exemplo. É uma das diretoras da TV japonesa e participou da primeira edição do World Cosplay Summit (WCS) em 2003. Após um tempo cuidando da grade de programação, voltou à organização dos eventos da rede como o WCS e outros relacionados ao sucesso Pokémon. A japonesa conta que está empolgada para a competição deste ano e acredita que a performance dos brasileiros no ano passado não deixou nada a desejar aos outros concorrentes. “Acredito que com essa vitória os cosplayers brasileiros provaram que o país é bom não só em futebol, música e dança, mas também no cosplay”, ressaltou.
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Francesca Dani
É campeã da penúltima edição do World Cosplay Summit no Japão e estudou moda. Além de jurada da Etapa JBC Brasil do WCS, a modelo italiana será responsável por uma apresentação exclusiva no evento. Fascinada por animes desde pequena, Francesca sempre gostou de se fantasiar de seus personagens favoritos, mas foi apenas em 1998 que a brincadeira virou coisa séria quando participou de em um campeonato em 1998, como a Super Sailor Moon, do clássico Sailor Moon Super S. Pouco tempo depois, em 2005, a italiana chegou ao primeiro lugar do WCS com a fantasia de Cassandra, personagem do game Soul Calibur 2. Autêntica, a modelo de olhos azuis é responsável pela customização de suas próprias roupas além de ser criadora de looks exclusivos da personagem Cyberpunk.
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Masami Toku
É pesquisadora e especialista em Shojo Mangá, gênero de quadrinhos destinado às mulheres. Esta não será a primeira vez que a japonesa virá ao Brasil. Em 2006, Masami Toku veio ao país para palestrar sobre O universo do Shojo Mangá, no Espaço Cultural da Fundação Japão. O evento fez parte de um circuito de palestras que incluiu alguns países da Ásia e América Latina. Toku também é professora de educação artística nos Estados Unidos e publica ainda artigos em jornais e revistas especializados no assunto. Mantém um site destinado a pesquisas e discussões a respeito da importância dos mangás no processo educacional e formação da identidade cultural das crianças.
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:: Site oficial de pesquisa em mangá shojo
Ricardo Cruz
É tradutor de mangás (quadrinhos japoneses), jurado e atração da Etapa JBC Brasil do WCS 2007. Ele fará um show especial durante o evento, cantando temas de animes e séries japonesas. O cantor começou sua carreira em 1996, atuando com grupos anisong como a banda Wasabi. Hoje conquistou o lugar mais almejado por intérpretes do estilo: fazer parte do JAM Project, conjunto japonês que tem como líder Hironobu Kageyama, autor e intérprete das músicas de abertura de Comando Estelar Changeman, Dragon Ball Z, entre outros.
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Arnaldo Massato Oka
Formado em arquitetura pela FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo), começou sua carreira como webmaster do portal do SENAC. Desde 1989 trabalha com traduções japonês-português, iniciando o seu trabalho com a série Cybercops-Os Policiais do Futuro, e, posteriormente, o anime Akira. Desde 2001 trabalha com os mangás JBC, depois de passar uma temporada no Japão como repórter da revista Henshin. Oka acredita que a essência para o sucesso de uma apresentação do cosplayer é a transposição de maneira criativa do clima em que vive o personagem recriado. Para o tradutor, “o WCS é um evento mundial em que se pode sentir o alcance e potencial de um fenômeno que não se restringe meramente a vestir uma fantasia”.
:: Vídeo: Oka em entrevista ao Playzone
Marcelo Del Greco
Jornalista formado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), é o editor de mangás da JBC, maior editora de mangás do Brasil e responsável pelo lançamento de 30 títulos, como Fullmetal Alchemist e Samurai X. Começou no ramo dos quadrinhos em 1994 como redator da revista Herói. Também é responsável pela adaptação de desenhos animados japoneses como Fullmetal Alchemist, premiado pelo Oscar da Dublagem 2006. Esta é a segunda vez em que Del Greco será jurado do WCS. “Ano passado já foi um grande evento, apesar de não ser tão conhecido. A expectativa deste ano é muito maior, principalmente com a vitórias dos brasileiros em 2006 no Japão”.
:: Vídeo: Del Greco fala sobre mangá na All TV
Pablo Miyazawa
Jornalista formado pela PUC-SP, é editor da revista Rolling Stone. Já trabalhou nas editoras Futuro e Conrad, escrevendo para a revista Herói. Atualmente, também escreve para um blog sobre o mercado de games no Brasil além de ser sócio do potal Gardenal. Esta é a segunda vez que Miyazawa integrará o time de jurados do WCS Brasil. O jornalista espera poder contribuir para a escolha de futuros vencedores mundiais. O jornalista se julga um pouco inexperiente na tarefa de juiz, mas acredita que a qualidade de um bom cosplayer não está somente na roupa, mas no carisma e interpretação.
:: Blog de Pablo Miyazawa
Jum Nakao
Estilista e diretor de criação responsável pelo desfile década da São Paulo Fashion Week em 2004, “A Costura do Invisível”. Convidado pela FAAP, ABIT e MASP para ser o Mentor Criativo do projeto Instituto Brasil de Arte e Moda Diretor de Criação da Coleção FAAP MODA BRASIL Instituto Brasil de Arte e Moda. Foi diretor de criação da Zoomp por seis anos e realiza trabalhos para a Nike, Oxto, Curtlo, Fast Shop, além do design de eletrodomésticos para a Brastemp. Nesta edição do WCS, realiza exposição de 30 fotos inéditas do desfile que marcou sua carreira, já foi reproduzido em Paris e será também no Japão. “Vai ser divertido. Por não terem formação em moda, os cosplayers trarão soluções novas e criativas”,diz.
:: Fotos: desfile “A Costura do Invisível”
:: Site oficial de Jum Nakao
Jo Takahashi
Trabalha desde 1984 na Fundação Japão e é diretor de projetos culturais desde 1998. Já foi desenhista de quadrinhos, ilustrador, arquiteto e professor universitário, além de atuar ainda como tradutor.
Para Takahashi, o WCS é um novo e exuberante segmento trans-cultural, multicultural. E enfatiza a disputa será acirrada depois da vitória do Brasil no Japão em 2006. “Todo mundo vai querer emplacar uma nova premiação internacional. A performance e a mis-en-scene serão fundamentais na minha avaliação. Não adiantará só ter uma indumentária caprichada”, diz.
:: Site oficial da Fundação Japão
Victor Kobayashi
Formado em Administração de empresas, é professor da Universidade Paulista (UNIP) e desde 2005 preside o Instituto Paulo Kobayashi. Foi presidente da Câmara Junior Brasil-Japão e vice-presidente nacional da JCI Brasil (Federação Mundial de Jovens Empreendedores). Atualmente, também é Diretor de Comunicações da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (BUNKYO) e faz parte do Comitê Executivo da Associação de Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Para ele, a importância do World Cosplay Summit no Brasil é divulgar a cultura popular do mangá e anime. “O evento mostra o entrosamento entre as diversas culturas envolvidas. Além de mostrar ao mundo a importância desse segmento cultural”, diz. Ele espera que o Brasil vença mais uma vez o mundial no Japão. “Vou observar a originalidade, beleza e desenvoltura dos candidatos”, diz.
:: Site oficial do Instituto Paulo Kobayashi
Texto: Danúbia Guimarães e Paula Moura
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