Felicidade de fã: Sae Tanaka veio ao Brasil pelas anime songsSae Tanaka é a fã japonesa de anime songs que veio só para conhecer o Brasil. Durante o SANA ela teve a oportunidade de realizar um sonho de muitos fãs e acompanhou de perto os cantores japoneses, inclusive nos bastidores, mas as suas paixões verdadeiras são os cantores do JAM Project como Masaaki Endoh, Hiroshi Kitadani e Hironobu Kageyama.
Confira entrevista exclusiva a Henshin!:
H!- Pode nos falar um pouco sobre você?
Sae Tanaka - Eu estudo pintura numa faculdade de artes do Japão. Estou no terceiro ano.
H!- Então seu sonho é ser pintora?
ST - Ainda não sei se eu quero ser pintora.
H!- Mas, quais seriam as outras opções?
ST - Como adoro anime songs, queria fazer algo que pudesse ajudar a promover o gênero. Mas ainda não sei como fazer isso. Estou na dúvida.
H!- Você gosta de fazer ilustrações?
ST - Eu adoro.
H!- Estilo mangá?
ST - Não só. Gosto de estilo mangá, faço pintura a óleo, desenho no computador…
H!- Como você veio para o Brasil?
ST - Em fevereiro, lá no Japão, eu assisti ao show do JAM Project chamado No Border em que o Ricardo participou. Quando vi o Ricardo dançando no centro do palco, eu senti, de verdade, que não existiam fronteiras. Os outros integrantes do JAM Project são japoneses e o Ricardo veio do outro lado do mundo para cantarem juntos e fazerem um show que me emocionou profundamente e isso me fez interessar-me pelo Brasil. Imediatamente, mandei uma mensagem no MIXI para um fã do JAM Project, de São Paulo, que se chama Flávio. Perguntei a ele como era o Anime Friends, dizendo a ele que me estava interessada em ir. Também tinha conversado com outra fã, a Luciana, e ela me indicou o Penpen (Renato Siqueira). Daí, entrei em contato com ele através do messenger. No início, eu o chamava de Renato, mas durante a conversa, descobri que ele era o Penpen que aparece de vez em quando no diário do Kageyama e isso me deixou muito surpresa. Depois, a Luciana também me passou o contato do Ricardo e disse a eles que eu queria vir para o Brasil e foi assim que eu vim. O Penpen foi até me buscar no aeroporto e está me ajudando muito. Eu tenho medo de acordar, amanhã, e descobrir que tudo não passa de um sonho.
H!- Então você não veio aqui especialmente atrás do Wada, do Nobuo e da Yumi?
ST - Não. É a primeira vez que acompanho os shows do Wada, do Nobuo e da Yumi. No Japão, eu gosto de acompanhar os shows do JAM Project, do Masaaki Endoh, do Hiroshi Kitadani, do Hironobu Kageyama… Faço parte do fã-clube deles. Eu sou uma pessoa que ama anime songs. Quando trabalho em meus desenhos, eu escuto as músicas para me inspirar e me dar coragem. Imagino e escolho as cores através da melodia e da letra… Mas é que, houve uma época em que fiquei insegura se isso que estava fazendo era certo. Foi daí que me surgiu a idéia de ver os cantores aqui no Brasil. Achei que se visse as músicas que gosto realmente fazendo sucesso aqui, eu poderei renovar as minhas energias e voltar a acreditar na força dos anime songs. Eu queria sentir que há muitas pessoas no mundo amando os anime songs.
H! - O que está achando do Brasil?
ST - Eu fiquei assustada por ver o sucesso que os animes fazem no Brasil. No caminho para cá, eu vi uma casa com o “Samurai X” (Rurou ni Kenshin) pintado na fachada. Isso não existe no Japão (risos). E o SANA foi feito por fãs, não? Isso também não existe no Japão. No Japão, são as empresas que organizam os eventos, eu acho essa energia daqui muito positiva.
Fiquei impressionada com a variedade de tipos de pessoas que existem aqui. Pessoas de pele escura ou clara, orientais, todos juntos. E elas nos cumprimentam nas ruas. Fora isso, fiquei assustada com a diferença social. Lá na praça da Liberdade, em São Paulo, eu vi crianças pedindo coisas e isso foi chocante para mim porque nunca vi isso no Japão.
Acho que o Japão só pensa em si mesmo. Quando acontece um incidente internacional, por exemplo, eles só se importam de anunciar que tinham tantos japoneses envolvidos ou a lista das vítimas japonesas. Isso também é importante, mas, sei lá… eles só pensam em si mesmos. Os brasileiros nos passam a sensação de que se importam com as pessoas ao redor e isso é muito gostoso.
A minha vinda ao Brasil está sendo uma experiência maravilhosa e fiz muitas coisas diferentes aqui, inclusive esta entrevista (risos). Eu sou uma fã como outra qualquer de anime songs, sem nada de especial, mas tenho feito um esforço um pouco diferente… meu sonho é ajudar a unir mais fãs, público e artistas. Esta experiência está me sendo muito emocionante.

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