Cultura Pop Japonesa ganha almanaque

Lançamento de livro de Alexandre Nagado nesta segunda, dia 30

por Redação Henshin
30.07.2007

ReproduçãoNesta segunda-feira, dia 30, será lançado o livro “Almanaque da Cultura Pop Japonesas” de Alexandre Nagado. Nas livrarias, o preço será R$ 34,00 e, somente hoje, no lançamento no “Jeremias Bar”, estará com 30% de desconto.

Alexandre Nagado atua na área de quadrinhos desde 1990, tendo escrito textos para revistas como Henshin! e sites especializados na área. Confira entrevista.

Henshin!: O que te levou a fazer uma compilação dos seus textos num livro?
Alexandre Nagado: Um pouco de nostalgia, uma vontade de resgatar a época em que a imprensa especializada em cultura pop japonesa começou a se formar. Ao mesmo tempo, quis organizar um material de referência para as pessoas que gostam de personagens japoneses. Mas o livro é bem despretensioso, não tem a menor intenção de ter a profundidade de uma enciclopédia ou uma obra acadêmica, mas sim uma leitura leve sobre alguns personagens, séries e autores importantes de diferentes épocas.

ReproduçãoH!: Qual foi o critério ao escolher os textos que fariam parte do livro?
AN: Tentei diversificar os assuntos, dentro dos tópicos propostos, que eram sobre mangá, anime e tokusatsu. Em alguns casos, havia textos feitos em épocas diferentes para veículos diferentes sobre um mesmo personagem. Quando acontecia isso, eu elegia o texto com melhor qualidade de redação e informação. Por exemplo, o texto que explica sobre Super Sentai foi extraído da Henshin, em detrimento de outro feito anos antes para outra publicação.

H!: O que vc perefere fazer, textos ou cartoons?

AN: Desenhar é minha profissão, é minha atividade principal. Mas sempre gostei muito de escrever e fiz isso profissionalmente várias vezes. Ambas as atividades me dão satisfação, mas de modos diferentes.

H!: Qual seu anime/mangá favorito? Por quê?
AN: O mangá favorito é Maison Ikkoku, da Rumiko Takahashi. É uma história deliciosa sobre encontros e desencontros da vida, bem ao estilo da autora, com um casal central, um quadrilátero amoroso, personagens engraçados e uma ponta de drama. E sem nada de fantástico, sem ação e nem superpoderes, a história se sustenta pelo carisma dos personagens e pela narrativa fabulosa. Já o anime preferido é Patrulha Estelar, ou melhor, o Uchuu Senkan Yamato. Segue uma linha de roteiro bastante dramática, com personagens cativantes e uma certa poesia. O design das naves foi inovador em seu tempo e a trilha sonora é uma obra-prima, no mesmo nível das grandes trilhas do cinema norte-americano. Não foi à toa que causou o primeiro “anime boom”, que foi a primeira grande febre em torno de um anime que aconteceu no Japão, no final dos anos 70.

H!: Se tivesse a oportunidade de ilustrar/desenhar um título famoso (livro/manga etc), qual escolheria? Por quê?
AN: Tive a experiência de roteirizar quadrinhos licenciados oficiais de Street Fighter, Changeman, Goggle V, Flashman e alguns outros personagens japoneses. Alguns eu curtia, outros não, mas com todos eu lidei profissionalmente. Mas se eu pudesse escolher, eu realmente gostaria muito de produzir quadrinhos sobre a Família Ultra. Seria fantástico um dia ter essa oportunidade. Speed Racer, Kamen Rider e Yamato também seriam títulos para os quais eu adoraria produzir alguma coisa.

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