Estúdio Madhouse no Brasil

Presidente do estúdio se surpreendeu com fãs de anime e cosplay no Brasil, deixou a formalidade de lado e falou sobre diversos assuntos

por Arthemis Whitaker
16.07.2007
Reprodução

No AnimeCon, um dos destaques foi a palestra do estúdio Madhouse, realizada no sábado 7. A casa é responsável por animações de grandes títulos no Japão, como Astroboy, Chobits, Sakura Card Captors, Trigun, X/1999 e Death Note, teve a participação especial de seu presidente Jungo Maruta. Ele respondeu a algumas perguntas dos fãs e revelou segredos dos bastidores da produção de um anime. Confira:

Sobre as novidades da Madhouse
“No final de agosto deverá ser lançado um especial com uma compilação de Death Note, mais para o final do ano um longa, “Floresta do Piano”, e o DVD de Paprika. Também está sendo produzido um título da editora Shonen Jump, que infelizmente não posso revelar qual.”

Sobre os custos de uma produção de um episódio de anime
“Eu sei que vão me repreender por responder esta pergunta aqui, mas vou falar que é por volta de 150 mil dólares por episódio.”

A respeito dos finais de anime muitas vezes serem inconsistentes
“Cada material é diferente, não queremos decepcionar o fã do mangá, mas também não queremos fazer uma cópia direta, queremos fazer algo mais, algo além do mangá.”

A série que gostaria de ter produzido
“Como presidente não posso escolher uma em especial, pois não seria justo, com cada uma delas. Mas, pessoalmente, confesso que gostaria de ter participado da produção do anime Death Note.”

Reprodução
Death Note, anime produzido pelo estúdio

Sobre o boato de que haverá adaptação do Live Action de Death Note para anime
“Houve um Live Action (filme) produzido para Death Note, e ao que parece, a história de L será produzida como um Live Action também, entretanto não posso afirmar que também seja adaptado para anime.”

Sobre o Brasil
“Conheço bastante sobre esportes, principalmente futebol e artes marciais, personalidades como Pelé, Romário e ultimamente o Kaká, e, nas artes marciais, Francisco Filho, Antônio Nogueira e Rikson Gracie, mas não sabia que aqui no Brasil havia tanta gente que gostava de anime, isso me surpreendeu. Não imaginava que seria assim, mas percebi que brasileiros são empolgados e não devem nada aos fãs de anime japoneses, principalmente nos cosplays.”

Ao finalizar, Jungo Maruta agradeceu a paciência da platéia e disse que levará uma experiência única de volta ao Japão. No adeus, deixou no ar a promessa de que fará de tudo para que o Brasil tenha mais produções do estúdio.

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