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Não vou mentir. Assim como muita gente que já havia assistido ao “Prólogo do Céu” no conforto do lar, estava com o pé atrás em ir ao cinema conferir o início da Saga do Céu.
Enfim tomei coragem e fui. Estava redondamente enganado. O longa-metragem na tela grande ganha nova vida: as cores são mais vivas, os efeitos em computação são visíveis e o que foi duas horas de marasmo na tela pequena se tornou emoção na tela grande.
“O Prólogo do Céu” é uma experiência para se ter no cinema. Para os fãs mais hardcore, ainda vai faltar aquela seqüência asfixiante de ação e as músicas épicas que marcaram as séries anteriores. Porém, a mudança de teor no ritmo da história acaba não incomodando em nada. E fica nítido que finalmente temos uma história estrelada por Seiya, deixando os demais Cavaleiros como coadjuvantes.

Dessa vez, a história é claramente estrelada por Seiya
É bem verdade que a essência da trama não muda muito do que já se viu – ela lembra sobretudo “A Batalha de Abel” – mas a diferença é o aprofundamento psicológico do Cavaleiro de Pégasus e consequentemente escancarando o verdadeiro motivo que o levou a enfrentar incontáveis batalhas mortais.
No mais a dublagem está excelente – ok, sou suspeito para falar por ter participado da tradução, mas por isso mesmo acabo me tornando no maior crítico quando sai alguma besteira. Hermes Baroli e Letícia Quinto, uma vez mais cedendo suas vozes a Seiya e Saori, dão um show de interpretação. E, para finalizar, a versão de “Never” cantada por Edu Falaschi ficou muito boa.
Para a diversão ser completa, reúna sua turma para irem todos assistir “O Prólogo do Céu”. Existem pelo menos duas cenas no final do filme que merecem ser conferidas com o cinema cheio para se divertir com a reação da galera.
E se você não é fã de Cavaleiros do Zodíaco, também não deixe de conferir o filme. Só pela parte técnica da animação, já vale a pena o preço do ingresso. Tudo bem que fã ou não, você vai sair da sala de cinema querendo que Masami Kurumada e a Toei lancem logo a sequência da Saga do Céu. E não se esqueça: saia da sala só depois que todos os créditos forem mostrados. Só aí o filme termina.
Por: Marcelo Del Greco
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